quinta-feira, 7 de julho de 2011

A LENDA DA PRINCESA ESTRELINHA




Para Isadora Makino Rodrigues

Era uma vez uma linda e pequena estrela, de brilho e cor muito especial. Sua tonalidade puxava um pouco para o azul claro, mas a verdade mesmo é que muitas vezes ela parecia um arco-íris, tantas eram as cores que emanavam do seu poder pessoal.
Deus, o Criador de todas as coisas deste e de todos os mundos é possível que tivesse uma predileção por essa estrelinha. Quem sabe por isso, queria dar-lhe mais uma missão no Planeta Terra.
Era uma missão por um lado simples, mas por outro bem difícil, pois se tratava de chegar o mais próximo possível de um grande príncipe guerreiro, para nada mais e nada menos do que aquecer-lhe o coração.
A estrelinha estava novamente no Céu e tinha apenas que brilhar o máximo do seu brilho para aquecer e enfeitar o universo, mas... Deus a queria novamente em missão!
O príncipe estava na Terra e só pensava em surfar ondas gigantes. Tinha esquecido completamente que era também uma estrela de Deus. Pensava que era apenas um simples Ser Humano e as ondas gigantes tinham tomado de tal forma os seus pensamentos que ele não atinava com mais nada a não ser ondas e o mar, só as belas praias e as roupas especiais para surfá-las mesmo nos dias de muito frio. Ele queria ser o mais rápido e precisava fazer tubos e mais tubos, de preferência nos cinco mares da Terra.
Ela era, agora, uma estrelinha no céu e ele um príncipe na Terra. Como fazer para chegar perto dele o suficiente e aquecer-lhe o coração?
− Isso é problema seu, disse-lhe Deus. Você tem que usar a sua criatividade!
Bem, pensou a estrelinha, o jeito é descer na Terra e ser também uma princesa, pois assim posso ficar ao lado dele. Mas ela sabia também que para descer na Terra era preciso nascer de novo!
− Ai meu Deus, nascer de novo!! Isso sim é que era tarefa difícil – pensou a estrelinha.
Já sei, pensou ela! Já sei como me tornar princesa na Terra. Existe por lá, justamente morando próximo do meu príncipe surfista, uma rainha-mãe que um dia foi muito minha amiga e fizemos muitos trabalhos juntas em benefício do mundo. Vou pedir para que ela seja minha mãe!
Deus concordou com o plano da estrelinha, mas achava que não seria tudo tão fácil assim como ela pensava. Bem – pensou Deus com os seus botões − isso lá é problema da estrelinha.
A rainha-mãe, amiga da estrelinha, aceitou também a tarefa, depois que a estrelinha contou-lhe todo o seu  plano, durante um sonho das duas.
E assim começou o desenrolar-se o plano.
A rainha-mãe soube que haveria um grande e lindo baile de máscaras na região. O príncipe surfista de coração gelado estaria na festa também. Iria lá! Os bailes e algumas festas eram o jeito dele aquecer um pouco o seu coração. E como era de se esperar, ele não resistiu ao encanto e ao sorriso da rainha-mãe. Dançaram muito, mas muito mesmo! E a Estrelinha ria, cheia de grande satisfação. Aproveitou então um momento e enfiou-se na barriga da rainha-mãe, ficando lá muito bem quietinha e quentinha, esperando o momento mágico de poder nascer de novo na Terra.
E esse dia chegou! Ela nasceu de verdade, mas a rainha-mãe, agora, morava um tanto longe das praias das ondas gigantes que o príncipe tanto perseguia. Como fazer para ir lá e ficar perto dele o suficiente a ponto de aquecer-lhe o coração?
O tempo ia passando e a estrelinha começou a ficar muito triste, pois nunca conseguia encontrar o príncipe surfista. Pior mesmo é que ela também estava se esquecendo que era uma estrelinha. Já estava como ele, pensando que era somente uma simples menina Ser Humano.
As poucas vezes que ela chegava perto dele, não conseguia abraçá-lo com força e nós não podemos esquecer que o príncipe era um homão bem grande, e ela, a princesa estrelinha, muito pequenininha e estava ainda em fase de reaprender a falar.
E agora? Será que a princesa estrelinha vai conseguir cumprir a sua missão?
Vamos recapitular. Qual é mesmo a missão da estrelinha, que agora nasceu de novo na Terra e é uma linda menina-princesa?
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Você tem alguma idéia de como a estrelinha tem que fazer para cumprir a missão que Deus lhe deu?
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Então um dos ouvintes desta lenda disse:
− Eu acho que ela deve aprender a surfar ondas gigantes também, pois assim seria uma forma dela ficar bem próxima do príncipe surfista e então... zás!... um dia desses ela pega o príncipe de jeito e faz um fogo no seu coração... o que acham?
Era uma boa idéia... será que vão aparecer outras?
Já sei, disse uma outra estrelinha-menina, que ainda se lembrava muito bem que era estrela:
− Ela deve ir a todos os aniversários do príncipe surfista e também em outras festas, como o Natal e o Ano Novo, e outras mais, e levar um presentinho para ele. Quando ele for pegar o presente, ela zupt!... dá-lhe um abraço apertado e aproveita, sem ele saber, para mandar um foguinho mágico de aquecer corações. O que acham da minha idéia?
E outras idéias chegaram. Parecia até que a estrelinha princesa já não estava mais tão triste. O seu olhar ficou perdido na distância e um pequeno sorriso apareceu-lhe nos lábios. Acho que ela estava tendo também alguma idéia. Que idéia seria essa? Bem, mas ela não contou para ninguém. Achamos todos que ela guardou para si mesmo, como um grande segredo. Aliás, todas as estrelinhas tem muitos segredos, isso todos nós aprendemos com nossos pais, desde que nascemos.
E então ficou assim acertado, que haveria um novo encontro entre todos os que estão ouvindo agora esta história da Lenda da Princesa Estrelinha, para que fosse relatado por ela a quantas andaria a sua missão. Pode ser também, disse alguém lá do fundo da sala, que ela não tenha pressa de cumprir a sua missão, para poder continuar mais tempo na Terra. Talvez ela esteja gostando do Planeta Azul, também chamado de Terra e se ela cumprir a sua missão muito rápido, vai ter que voltar para o Céu e ser de novo estrelinha.
Não! − disse um outro alguém − pois Deus disse à estrelinha que após a sua missão ela poderia continuar por muito e muito tempo aquecendo outros corações, pois não era somente o príncipe surfista que padecia desse mal. Outros príncipes também tinham esse mesmíssimo problema. Era um mal adquirido em uma outra época, quando eles foram guerreiros e obrigados a fazer muitas guerras. E dessas guerras trouxeram muitas tristezas.
Então está bem, temos agora que dar por encerrado este encontro.
Todos se levantaram, deram-se as mãos e entoaram o seu Hino de Paz, que falava em Vitória e muita Confiança em si mesmo.


PAIS E FILHOS, ESTRELAS E ESTRELINHAS

Um choro de criança
anuncia a nova vida que chega.
Brotando na natureza humana,
ela vai suscitar novas emoções,
alertando os corações adultos
de que ainda há sentimento neles.
Cada criança que nasce
é a certeza de que Deus não abandonou
o seu sonho cósmico de Evolução.
Cada criança é embaixadora desse sonho
e os adultos deveriam saber disso.
No projeto da criação,
o Criador transforma espíritos em bebés
e os manda numa missão vital:
enternecer o mundo com a sua graça.
É por isso que, quando uma criança nasce,
o próprio Cosmos se emociona.
Ele sabe que há um sorriso brotando na Terra.
E, muito além do entendimento humano,
em dimensões invisíveis ao olhar físico,
há seres espirituais em comunhão,
torcendo para que aquela alma reencarnada
cumpra o seu papel e renove a vida.
Há crianças, crianças e crianças...
Mas para o Criador elas são todas iguais.
São estrelinhas divinas, pedacinhos da  existência,
tentando irradiar luz na carne.
São os seus filhos; espíritos-estrelas.
Ele os disfarçou em corpos de bebés,
pois sabe que os adultos esquecem fácil da luz.
Porém, perante aquele ser pequenino,
o brilho renasce nos seus olhos
e o coração acende com novas esperanças.
A cada dia novas estrelinhas descem à Terra.
Primeiro elas iluminam o útero da mulher,
que se torna mais bela do que nunca.

Em seguida, já disfarçadas de bebés,
elas iluminam o olhar de quem as vê.
A partir daí, elas vão crescendo
e iluminam o mundo com as suas brincadeiras.
Porém, chega um momento em que elas esquecem
da grande estrela que as gerou.
Elas se tornam adultas e o mundo as entorpece.
Passam a se comportar como carne
e não como estrelinhas de Deus.
Esquecem da própria natureza estelar
e se entranham firmemente na carne amortecedora.
Cristalizam o próprio pensamento,
estratificam o próprio sentimento
e choram, sem perspectiva luminosa.
É quando o Criador lhes dá uma mãozinha
e manda em socorro o brilho de uma estrela,
para relembrá-las da alegria e do amor.
E logo elas "aparecem grávidas".
Assim saberão da verdade que esqueceram:
"Um filho é uma estrelinha emprestada por Deus
para renovar, em nome da alegria,
o brilho das ex-crianças que agora são adultas
e se chamam 'pais'."
"Pais e filhos, estrelas e estrelinhas, pedacinhos de luz a brilhar realizando o grande sonho evolutivo: ser criança-adulto-espírito no coração-estrela de Deus".

"Rama"


"QUE TODOS OS PAIS SAIBAM DISSO
E  RECUPEREM O PRÓPRIO BRILHO,
AMANDO AS "ESTRELINHAS-CRIANÇAS" DE DEUS
COMO ESTRELAS SUAS TAMBÉM!”
"Aïvanhov" Salvador, 09 de outubro de 1992.
PSICOGRAFIA DE WAGNER BORGES, IN VIAGEM ESPIRITUAL
EDIÇÃO DO AUTOR.